quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Lembranças de um vazio

A interpretação, nem sempre é ao pé da letra.
E nem sempre isso é bom.
E nem sempre isso é ruim.
Tenho saudade do que nunca tive na vida.
De um abraço que nunca foi dado.
De um lábio que nunca foi beijado.
De um você,
Que deixei de ter amado. 

Latência de Você

Nem sempre a beleza da vida
Vem como esperamos
Fico perdido sonhando
Com um cavalo branco
E um príncipe encantado
E quando abro os olhos
Vejo um mundo massacrado
Mas tenho a minha máscara
Que sorri o tempo inteiro
Para o flagelo da vida
Que esconde o meu rosto
O meu sorriso verdadeiro
Estampado na face
Obstruída pela decepção
Mas agora tudo isso é passado
A máscara que eu usei
Está caida no chão
Meu coração latente
Vive novamente
Soprado por você
Que tem o ar mais gracioso
Que preenche a minha mente
Dizer obrigado
Se torna insufciente
Pra uma alma tão repleta
E entorpecente
Que me fez embreagar
E agora me resta vagar
Atrás de você
Que se esconde
Não sei onde
Mas quando eu encontrar
Minha garganta vai gritar
E se eu sobreviver
Quero te ter
Ate o dia
Que morrer

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Se alguém souber

Estou aqui
Sentado, esperando
Você aparecer na janela
E eu correr para a porta

Quero abraçar você
Como jamais fiz
Quero ser o motivo do seu riso
Quando estiver perdido
Corra pra mim
Talvez não seja o caminho
Mas posso guia-lo
Eu fecho os olhos
E não vejo nada
Nem lembranças
Nem memórias
Você existe
Nos meus sonhos
Mas não quero apenas sonhar
Quero viver
Realmente.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Até que ponto...

Olhe pra mim.
Pareço indesvendável?
A interrogação que carrego
É do tamanho da sua pergunta
Você quer descobrir o segredo?
Nem eu sei, é segredo.

Você quer meus melhores momentos?
Cuidado, eles virão acompanhados
Dos piores.

Eu sou um mistério guardado
Em uma caixa
Trancado a sete chaves

Só esqueci de dizer
Que a caixa
É transparente.

Estilhaços de uma vida vivida.

Olho através das vidraças
Do meu castelo de seda
O vento bate, e ele balança
E balança conforme o vento
Eu sinto ele sacudir
As vidraças estão manchadas
O vapor do seu sopro 
Tira-me a visão interna
E ao mesmo tempo
Seus braços bloqueiam o vento
Que sua boca quer soprar
Pra ver as torres no chão
E a vidraça espatifar
Pra você contemplar 
Um "EU" estilhaçado
Cacos de um coração
Que fora amado
E agora reluz
Sua face lúdica 
Refletida em riso, dúvida
Cuidado
Cacos depois de quebrados
Costumam cortar.