sábado, 2 de julho de 2011

Último Relato


O amor é um perigo.
Talvez seja até um castigo. 
Quando nasce, resplandece. 
Quando morre, enrijece.

Coração que inteiro era,
Agora em poeira se enterra.
Lembranças, são pobres crianças... 
Cuidamos, cuidamos, cuidamos
E elas mesmo assim se vão, 
Voltando diferentes daquela recordação.

Oh, o que será desse meu pobre coração?
Meu sangue,
Não alimenta mais a vida. 
Ele corre sem rumo
Pelas minhas veias perdidas.
Memórias entulhadas
Decepção armazenada. 

Seus olhos eram o meu guia
Seu sorriso, ah, o seu sorriso... 

Não tenho um baú de sentimentos
E mesmo se tivesse
Seria raso demais pra guardar 
Tudo que sinto.
Eu não minto. 
Eu não corro. 
Eu só não sei se vivo, ou se morro!

Paciência, Santa Paciência. 
E todo esse amor e essa dor
Moram comigo na tua ausência.

Vida, deixe-me viver!
Não quero mais sofrer. 
Eu te imploro paciência,
Nesse demônio que é a sua ausência. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Flor de Amor

Eu não caibo dentro de mim
Nunca pensei 
Que seria tão bom assim.
Sentir o verdadeiro amor
É como ter flores no jardim
Perfumando a vida toda
Com o cheiro de jasmim.

Seus olhos passam por mim
E me arrancam um amor sem fim,
Eu não sei se é real
Mas é tão bom pra mim!

O que eu penso e sinto
Mudaria todo o mundo. 
Mas não é assim tão sucinto,
É algo que vem lá do fundo. 

Meu amor está ai,
Voando pelo ar
Qualquer um pode entender
Menos eu, que o sinto pulsar. 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Projeto, execução, coração.

Projeto verão?
Execução verão?
Verão?
Verão?
Por onde anda o seu coração?
Que se esconde atrás desses corpos,
Que não se cansam de malhação?!
Eu fico no silêncio.
Qual é o seu critério?
Posso saber por obséquio?
Antes que eu me veja louco.
Sem corpo, sem alma, sem projeto.
No hospício.
No suplício.
Olhe-me nos olhos, e diga-me a verdade.
Você me acha um menestrel?
O seu coração flácido
Não quer me amar
Então também
Não tens o direito de me julgar.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Esperança


Um milhão de perguntas
Caem sobre a minha cabeça
Um milhão de pensamentos
Me forçam
Pra que eu não te esqueça.
Quando tudo isso passar
Eu vou poder te amar,
E o que eu chorei de dor
Agora será de amor.
Minha alma é sua
Eu te quero de qualquer jeito
Eu não posso lhe dar a lua
Mas posso ser o seu Romeu
E te dar todo amor
Que os céus lhe prometeu.
Venha comigo
Você não corre perigo
Agora a vida é aqui dentro
Meu coração bate forte
Ele é meu alimento
Ele vai nos tirar do relento.
Eu quero correr por todo vento
E sentir o seu abraço
Como se fosse um laço
Que nos une em qualquer canto
Perdurando todo o encanto
Que jamais vai se acabar
Porque o meu amor
Nao vai deixar.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Fascínio

Me deixei abraçar
Me deixei encantar
Me deixei levar,
Agora eu não sei
Onde estou.
Me perdi
Só sei que
Eu não morri.
No meio do nada
Eu não via ninguém
Era tudo além
Nessa vida aguada,
Conturbada,
Você apareceu
Resplandeceu.
Emudecei
Empalideci
Quase sucumbi
Mas renasci.
É você que eu quero
É com você que eu sonho.
Ao seu lado
Não existe medonho.
Você passa e me leva
Você passa e eu vou
Me carregue
Me levante
Vamos adiante.
Esse instante
É o bastante
Pra sair do sonho
E entrar na vida
Pra ser pra sempre.
Num sussurro mudo
Eu suplico
No silêncio,
Me tire do relento
Me lance ao vento.
Eu segui vários caminhos
Todos me deram você.
Eu quero o seu amor
Com todo o alvor
Sem ninguém se opor
Eu vou amar até morrer
Eu vou amar
Enquanto eu te ter.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Morrer de Amor

Eu gritei
Você não ouviu.
Eu chorei 
Você nem viu.
Eu te amei
E você nem sentiu.
Agora que eu morri,
Talvez você possa sorrir
E me ver partir
Sem me ouvir
Sem me sentir
Eu vou sumir... 
Eu vou pra bem longe
Onde não há vento 
Onde não há mundo 
Eu nunca pude 
Viver do seu amor
Mas 
Morrer 
Eu posso.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fuga

Sim, eu matei.
Sim, eu fugi.
Agora essa dor
Não quer mais partir.
Nesse escuro
Que eu vivo
Eu não vejo o seu sorriso.
É tudo tão recente
E você não faz mas parte
Da minha mente.
Eu te matei em algum lugar,
Pra poder te esquecer
E chorar em paz.
Eu só te peço
Que não volte atrás,
Pra revirar minha memória
E encontrar a escuridão.
Agora volte,
E remexa meu coração
Porque ali você está
E nem a morte
Dali te tirará.
Seu fantasma
É meu sorriso
Seu fantasma
É minha desgraça.